
Te cadastra para receber atualizações da CPI dos Pedágios!
O governo de Eduardo Leite quer impor no Bloco 2 um novo modelo de pedágios que vai pesar ainda mais no bolso do povo gaúcho. São 24 pórticos de cobrança ao longo de 415 km, atravessando 32 municípios do norte do Estado, Vale do Taquari e Vale do Rio Pardo: Erechim, Erebango, Getúlio Vargas, Estação, Sertão, Coxilha, Passo Fundo, Marau, Vila Maria, Casca, Paraí, Nova Araçá, Nova Bassano, Nova Prata, Serafina Correa, Guaporé, Dois Lajeados, Vespasiano Correa, Muçum, Encantado, Arroio do Meio, Lajeado, Cruzeiro do Sul, Mato Leitão, Venâncio Aires, Garibaldi, Carlos Barbosa, Boa Vista do Sul, Westfalia, Teutônia, Estrela e Fazenda Vilanova.
Veja a expectativa para os novos valores em alguns trechos previstos pelas rodovias dos Blocos 2:
Passo Fundo a Erechim
🚗 de R$ 4,90 para R$ 28,98
🚛 de R$ 29,40 para R$ 86,94
Passo Fundo a Lajeado
🚗 de R$ 10,40 para R$ 68,20
🚛 de R$ 31,20 para R$ 204,60
Nova Prata a Passo Fundo
🚗 de R$ 0 para R$ 39,38
🚛 de R$ 0 para R$ 118,14
Estrela a Garibaldi
🚗 de R$ 12,60 para R$ 21,28
🚛 de R$ 37,80 para R$ 63,84
Na prática, isso significa espalhar pedágios por toda a região e transformar o direito de ir e vir em mais uma fonte de arrecadação em cima de quem trabalha, estuda e produz. Leite tentou vender a ideia de que Free Flow não é pedágio, mas isso não passa de truque retórico. É pedágio, sim — só que sem cancela. E pior: mesmo com um sistema que reduz custos operacionais para as concessionárias, a tarifa proposta é ainda mais cara. No Bloco 2, o valor por quilômetro previsto chega a R$ 0,19, acima até de rodovias que hoje já são conhecidas por cobrar caro demais.
E não para por aí. O governo ainda quer entregar R$ 1,5 bilhão em recursos públicos para viabilizar as primeiras obras da concessão. Ou seja: o povo paga com dinheiro público, paga de novo na tarifa, e ainda pode esperar até 18 anos pela conclusão de obras. É um modelo em que a concessionária lucra, enquanto a população espera e arca com a conta.
Esse custo não fica só no veículo de passeio. Ele atinge caminhoneiros, produtores, transportadoras, pequenos empreendedores e toda a economia regional. Quando o frete sobe, sobe junto o preço dos alimentos, dos remédios, dos materiais de construção e de tudo aquilo que circula pelas estradas. O pedágio sai da rodovia e entra direto no custo de vida da população.
Somos a favor de investimento, de estrada segura e de infraestrutura de qualidade. O que não aceitaremos é um modelo injusto, caro, sem diálogo real com a comunidade e pensado para favorecer empresas, e não o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Pedágio justo exige transparência, controle social e respeito com quem vive e trabalha no nosso Estado.

